domingo, 22 de julho de 2012

Mistério

Podemos explicar um? Certamente esta é uma missão difícil! Ele nos atrae, sua aura é impetuosa  e transpira incertezas. Talvez por isso que sempre fiquemos tão tentados a desvendá-los. Aguçados pela curiosidade, procuramos, estudar e entender como ele funciona. Há imenso prazer nesta busca, ela atiça o que há de mais profundo em nossas formas de percepção. Adoro mistérios!

Eis que temos a lua, talvez a mais misteriosa de todas.

Brilha; Ora mais intensamente, ou por vezes tem a luz mais branda, no entanto sempre está presente. Seja exibida e cheia, esbanjando luminosidade e sorrisos, ou tímida, passeando por traz das nuvens...

Lua!

Bela e misteriosa.

Mas até a lua, imersa num oceano de surpresas, se apresenta de tempos em tempos, com alguma regularidade. Conhecemos suas quatro diferentes fases, suas duas diferentes faces.

Prazeres e mistérios.

Como conjugá-los? E em que dose?

O prazer do mistério, com já pincelei, é encontrado no gesto da busca, concordamos aqui... Mas o verdadeiro prazer do mistério é a possibilidade de ir tendo pequenos êxitos nesta busca, para que isso nos instigue a ir mais fundo e mais fundo! No momento em que atentamos para eles e nada compreendemos, nenhuma de suas dinâmicas - ainda que a mais simples delas, ele acaba se tornando aborrecido, sem graça.

Se mergulharmos de tal forma que decifremos matematicamente um objeto, uma pessoa, ela deixa de ser mistério. Se torna um cálculo, uma certeza, e não uma previsão, e isto se torna, tanto quanto, aborrecido.

Sei que posso contar com uma lua cheia ao mês e que cada luar seu será diferente. Diferente, mas luminoso!

Não acho ruim poder saber que ela virá imponente. Sabemos também do mar, que misterioso pode ser navegável ou não. Não eliminamos por completo o mistério das coisas, mas que tenhamos condições de evitar que naufrágios aconteçam por falta de qualquer orientação...